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Enquanto o Mundo gira em direcção ao próximo milénio, tanto os cidadãos como as empresas se interrogam acerca daquilo que nos espera. Não se trata apenas de mudança, mas também da constatação de que a mudança esta a aumentar de ritmo...

segunda-feira, 5 de abril de 2010

FUNDADOR/ história central

Decorria 1981 quando iniciei a minha actividade profissional, tinha saído do serviço militar obrigatório, e houve uma oportunidade de avançar para um projecto quase desconhecido na região do Algarve “O Credito Agrícola “.
A raiz histórica das Caixas de Crédito Agrícola Mútuo pode situar-se nas Santas Casas da Misericórdia, fundadas em 1498 sob a égide da esposa de D. João II de Portugal (o Príncipe Perfeito), Rainha D. Leonor, e de Frei Miguel Contreiras, bem como nos Celeiros comuns criados em 1576 por D.Sebastião.
Em 1778, a Misericórdia de Lisboa foi a primeira a fazer empréstimos aos agricultores. Várias outras Misericórdias lhe seguiram o exemplo, levando Andrade Corvo, em 1866 e 1867, a publicar leis destinadas a transformar as Irmandades, Confrarias e Misericórdias em instituições de crédito agrícola e industrial (Bancos Agrícolas ou Misericórdias - Bancos).
Na altura recordo a grande relutância em convencer e persuadir os eventuais clientes, considerando a insuficiência ou nenhum conhecimento de tal projecto nas populações locais. Ao avançar na implementação e crescimento, tive enormes obstáculos técnicos, uma vez que a formação básica para o arranque do projecto era na época realizada pela Congénere de Monchique, a qual se manifestava num patamar de baixa qualidade, face á concorrência da generalidade da Banca. Nos primeiros cinco anos, o trabalho desenvolveu-se designadamente pela angariação de sócios (agricultores) e deram-se os primeiros passos na movimentação de contas Depósitos á Ordem e na realização de empréstimos aos Agricultores, quer em Créditos de Campanha e Investimento.
Convém realçar que no primeiro ano não houve remunerações mensais. Só com muita disciplina e determinação incansável se pode prosseguir com os condicionalismos existentes. Posteriormente a Instituição começou paulatinamente a pagar os ordenados. Neste período foram admitidos 3 funcionários.
Sendo eu, natural de Vila Nova de Cacela, e atendendo que o funcionário para aí designado, desistiu por não ser remunerado, vi neste contexto, a possibilidade de realizar uma fusão entre as duas CCAM, de modo a ampliar a dimensão do Banco. Neste quadro, verificou-se a possibilidade de revolucionar o projecto, já que na freguesia de Cacela, não existia qualquer banco, e eu tinha uma boa reputação e imagem nesta localidade, o que contribuiu significativamente, no aumento exponencial da Instituição.
Com a constituição da Caixa Central, transformou e elevou os padrões da formação dos seus funcionários e com execução de regulamentos vitais para o bom desempenho do Sistema Integrado, concedendo a credibilidade, imagem e marca, confinam nos melhores anos da actividade.
O Decreto-Lei nº 230/95, de 12 de Setembro, veio alterar o Regime Jurídico de 1991. As alterações introduzidas por este diploma, para além de alargar o âmbito associativo das Caixas, acrescentando-lhe as entidades envolvidas em outras actividades como a caça, pesca, aquicultura, agro-turismo, artesanato e as indústrias extractivas, e, por consequência, o âmbito de intervenção comercial das CCAM, possibilitou à Caixa Central a realização da quase totalidade das demais operações permitidas aos bancos, fixando-lhe assim um cariz de instituição de crédito universal. Além disso, eliminou-se a proibição das Caixas distribuírem excedentes pelos seus associados e deu-se a possibilidade das reservas darem origem a títulos de capital igualmente distribuíveis pelos Associados.
Assim, o período dourado, acontece entre os anos 1993 a 1999, onde cheguei a Director, após ter subido na estrutura hierárquica em todas as funções da Instituição Crédito (ACTV), designadamente desde operador de caixa, passando por contabilista e restantes cargos.
Importa referir que nesta data, já laboravam 19 pessoas e tínhamos em funcionamento 4 balcões nos dois concelhos.
Estávamos em final de 1999, quando por interesses superiores Da Caixa central e por imposição do Banco de Portugal, foi equacionada a fusão de todas as CCAM s do
Algarve, o qual resultaria numa CAIXA com grande potencial (aumento dos capitais próprios), visando a faculdade de fazer praticamente todas as operações bancárias, em igualdade de circunstâncias com os Bancos comerciais.
No final desse ano, quando nos concentrávamos na fusão global, fui surpreendido por um Director da Caixa Central, que tinha intervindo na nossa gestão (ao abrigo de regulamento interno), com suspeitas e insinuações sobre a minha pessoa, no domínio da honestidade, o que efectivou uma reacção, impetuosa da minha parte, culminando num acordo mútuo de rescisão de contrato. Claro que perdi a paixão da minha vida, a felicidade dos meus dias, no fundo o meu GRANDE SONHO, mas nunca poderia pactuar com tal INJUSTIÇA.
Ainda hoje tenho muitos amigos na Instituição, fruto da relação profissional e pessoal que utilizei com todos eles. Agradeço pelos dias incansáveis de árduo trabalho produzido numa equipa coesa com empenho e determinação para avançar e atingir as metas propostas.
OBRIGADO a TODOS

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